Saiba como essa função pode proteger os seus dados.
Anteriormente, falamos sobre os tipos de criptografia utilizados em comunicações seguras, com o uso de chaves aplicadas em cada uma das pontas da comunicação. Agora seguimos para outra técnica importante em segurança da informação: o hash. Como o nome sugere, trata-se de uma função que “pica” os dados e os transforma em uma espécie de “impressão digital” com formato padronizado. Parece estranho agora, mas vamos entender para que serve a função hash!
A função hash transforma qualquer dado (como uma palavra, um arquivo ou até um disco inteiro) em uma sequência hexadecimal única, de tamanho fixo, determinado pelo algoritmo usado. Por exemplo, a palavra “senha123” se transforma em: ef92b778bafe771e89245b89ecbc08a44a4e166c06659911881f383d4473e94f
Qualquer modificação, mesmo mínima, em qualquer arquivo, gera um hash completamente diferente. Isso garante a integridade do material original. No entanto, é importante lembrar que aplicar uma função hash é um processo irreversível: não é possível recuperar os dados originais a partir do hash. Por isso, esse tipo de verificação deve ser feito em uma cópia, apenas para fins de comparação e autenticidade, confrontando os hashes gerados.
Além das aplicações forenses, o uso de hashes é comum em armazenamento seguro de senhas, blockchain (como no caso do Bitcoin) e assinaturas digitais — sempre em contextos onde é necessário garantir a integridade e autenticidade dos dados.
